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Tecnologia é apenas uma parte

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Levantamento mostra o perfil, os desafios e os ganhos dos agricultores que adotam a agricultura de precisão na gestão da lavoura. (Foto: Arquivo CanaMix)
Mais escolarizados, jovens e com renda significativamente maior, os produtores que trabalham no modelo de agricultura de precisão foram alvo de recente estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O levantamento desenvolvido pelo professor Ricardo Inamasu, da Embrapa, ressalta que o método traz os resultados que deveria somente quando utilizado de forma completa. Ou seja: a coleta de dados e o uso de tecnologia só fazem real diferença se também há gestão eficiente das informações e da lavoura.

Sistemas de navegação que aplicam insumos a taxas variadas, como barra de luz e piloto automático, têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Os adeptos da agricultura de precisão também utilizam colheitadeiras com sensores (19,4%), além de imagens de satélite, computadores (73,8%) e internet (67,5%) para a gestão da propriedade. As metodologias para aumentar a eficácia da operação agrícola, contudo, não estão restritas apenas à tecnologia de ponta.

O mapeamento do solo para diagnóstico das necessidades de cada região da lavoura pode ser feito tanto de forma estritamente manual quanto por drones com câmeras de infravermelho.

- A agricultura de precisão é mais uma ferramenta de gestão do que a tecnologia em si. Sem administração adequada, a máquina não vai resolver suas deficiências – afirma Patrícia Machado, coordenadora de projetos e programas especiais do Senar.

Para Patrícia, é preciso dissociar agricultura de precisão da tecnologia de ponta a fim de estimular os pequenos produtores ou de mais baixa renda. Inamasu complementa a análise da consultora e reforça que até mesmo o trabalho manual pode apoiar ações de precisão:

- O agricultor deve entrar na lavoura, contar o número de plantas e colocar num papel quadriculado. Os pequenos produtores, por exemplo, fazem esse tipo de análise de uma forma mais intuitiva.

Uma das evidências da importância da gestão do sistema é a constatação de que muitas propriedades têm equipamentos que estão subutilizados

- Não há uma cultura de tratar a propriedade como uma empresa, então não se faz gestão da forma que se deveria fazer – diz Patrícia.

Campo bem administrado

Veja alguns dados do estudo referente à agricultura de precisão no Brasil

Perfil

A idade média dos produtores que utilizam a agricultura de precisão e responderam ao estudo é de 35,5 anos, ante 39,3 anos de quem atua focado na agricultura tradicional. Os adeptos da técnica têm grau mais alto de escolaridade: 43,1% com Ensino Superior e 18,8% com pós-graduação

Ganhos

Em geral, quem aplica o sistema tem maior renda: 38% ganham mais de 10 salários mínimos. No modelo convencional, a renda fica entre cinco e 10 salários. Entre os adeptos da precisão, 93,8% afirmaram ter obtido ganhos de produtividade com a adoção de ações técnicas na atividade.

Fonte: Da Redação

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